RESENHA CRÍTICA: Desafios da formação de professores num contexto de mudanças paradigmáticas na educação.


RESENHA CRÍTICA

Nome :KATIA  APARECIDA RODRIGUES DA COSTA SOARES

Curso: Mestrado em Educação

Data: 28/07/2021

Título

Desafios da formação de professores num contexto de mudanças paradigmáticas na educação.

Índice:

Referências bibliográficas das autoras………………………………………………………………...1

Apresentação acadêmica das autoras………………………………………………………………....1

Desenvolvimento  da resenha…………………………………………………………………………....1

Algumas contribuições a criticidade…………………………………………………………...………...2

Conclusão……………………………………………………………………………………….…………..3

Referências bibliográficas………………………………………………………………………………....4











 crítica

Desafios da formação de professores num contexto de mudanças paradigmáticas na educação.



Esta obra foi elaborada por, Lima,L, & Cosme, A.(2018).  Desafios da formação de professores num contexto de mudanças paradigmáticas na educação. Revista Intersaberes,13(28),70-76. DOI: 10.22169/revint.v13i28.1406. Com o propósito de elucidar alguns parâmetros inerentes à educação, principalmente na formação reflexiva  do professor.

Apresentamos  algumas pontuações na trajetória acadêmica das autoras: Louise Lima: Doutoranda no Programa Doutoral em Ciências da Educação da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Ariana Cosme: CIIE- Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. 

Neste contexto, a obra enfatiza  que não  há como indagar algo sobre a prática docente, antes de  considerar o enredo  no qual o educador se encontra.

A formação docente tem a incumbência de articular-se com a realidade, com a finalidade de possibilitar o trabalho educacional. 

      A capacitação  é uma gama complexa,  de modo que abrange o desenvolvimento humano e a troca de informação,(conhecimento).

Contudo, existem os pressupostos metodológicos, as ações reflexivas, para planejar, organizar e fundamentar os desafios educacionais.

Por conseguinte, (Perrenoud, 2000) não é o saber pelo saber, mas é o como fazer e saber fazer nas problematizações inseridas no contexto escolar. Portanto: 

“O professor como sujeito que não reproduz apenas o conhecimento pode fazer do seu próprio trabalho de sala de aula um espaço de práxis docente e de transformação humana. É na relação refletida e na redimensão de sua prática que o professor pode ser agente de mudanças na escola e na sociedade”. Lima e Gomes, (2002. p. 169).

      Neste caso, a capacitação  oferecerá instrumentos para que esses profissionais reflitam e considerem a própria prática. Por intermédio, dos conflitos inerentes  ao cotidiano escolar.  Visto que,  é a partir dos problemas, que emergem a solução.

Proporcionalmente, o educador  observará  que o planejamento, além de ser flexível, propende a atender as necessidades da sala de aula. Já que, educar/aprender se resume em comunicação em grupo,(participação de todos os sujeitos da ação). Lima e Cosme,(2018).

  Novos paradigmas, novas aplicabilidades no desenvolvimento das tarefas específicas  da  sala de aula. O desafio do trabalho cooperativo, os critérios para a escolha dos membros do grupo, o desafio do feedback compõem a estrutura reflexiva da formação docente. Pressupõe.

“Entender a educação como um processo de participação orientado, de construção conjunta, que leva a negociar e compartilhar significados, faz com que a rede comunicativa que se estabelece na aula, quer dizer, o tecido de interações que estruturam as unidades didáticas, tenha uma importância crucial.” (ZABALA,1998, p.101) 

Por conseguinte, a formação tende a estar em sintonia com a realidade do professor. A formação é a diretriz, para a base da   reconstrução na  reorganização em que   articular-se a teoria  com a prática.

Fica evidente no segundo texto,(Cosme e Lima,2018.p.17) que é uma orientação para ensinar, aprender e avaliar através da resolução de problemas. Desde que, essa orientação esteja articulada com a realidade do contexto em sala de aula. Consequentemente há  evidência  de algumas lacunas relacionadas à concretude  de como planejar a formação pautada na realidade da sala de aula e quais seriam os  critérios avaliativos na resolução de problemas. São vários professores,  vários conflitos pertinentes ao cotidiano escolar. Como organizar um curso de capacitação pautado na realidade de cada professor?

Embora cada contexto apresente suas singularidades, a capacitação não pode ser fundamentada somente na realidade da sala de aula, mas também, na organização escolar, uma vez que, é a organização da unidade que  auxilia o desenvolvimento do ensino e aprendizagem, ou  melhor, a organização é uma ferramenta de apoio à prática do educador. Ressaltando que   dependendo do modelo de sistematização educacional, propende a possuir habilidades para propiciar a percepção de identidade e o trabalho cooperativo. São analogias sistematizadas do significado do trabalho compartilhado com o objetivo de transformar a realidade da instituição.

“Onde as pessoas ampliam continuamente a capacidade de criar resultados verdadeiramente desejáveis, onde se fomentam novos padrões de pensamento mais abrangentes, onde se libera a aspiração coletiva e onde constantemente se aprende a aprender em conjunto.” (Senger, 1990).

Em proposição, a sistematização da unidade educacional tem de propiciar a integração histórica cultural e social do educando, ou melhor exemplificando, a escola deve adequar – se ao aluno, e não o oposto.

À medida que, os educandos sentem-se pertencentes aos espaços educacionais, criando-se a afetividade, a autoestima e consequentemente o interesse em aprender. 

Conclusão

Com o trabalho da revisão bibliográfica, as teóricas buscaram demonstrar a urgência em discutir e repensar o espaço na formação do docente, consequentemente a formação precisa estar em sintonia com a realidade do professor. Contribuíram na orientação relacionada a avaliação, no aprender a avaliar através da resolução de Problemas; como instrumento de estratégia de ensino e aprendizagem. Observamos que o objetivo das propostas, não são contemporâneas, vários autores abordaram essas concepções. No entanto, as metodologias são significativas para o professorado.



Neste panorama acadêmico ,  observa-se a  importância da  formação reflexiva pautada na realidade da ação docente.  Objetivada na criticidade, na autonomia e na  tomada de decisão.  As teóricas concluíram que na formação docente é indispensável   contemplar  a necessidade do professor com o interesse de elaborar estratégias  nos momentos conflitantes. Em decorrência, essa obra  será  adequada  para nortear os cursos de formação docente permanente  incluindo professores e alunos que almejam trilhar na trajetória educacional.







 

























Referências bibliográficas


Freitas, L.C.; Sordi, M.L.; Malavasi, M. M.S.; Freitas, H.C.L.de. (2009). Avaliação


Educacional: caminhando pela contramão. Rio de Janeiro: Vozes.


Lima, Maria Socorro Lucena; Gomes, Marineide de oliveira.(2002). Redimensionando o papel dos 

profissionais da educação: algumas considerações. In: Pimenta, Selma Garrido; GhdiIn, Evandro. 

Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. (Orgs.) -2 Ed. São Paulo: Cortez.


Perrenoud, P.(2000). Dez novas competências para ensinar.  Porto Alegre: Artmed.


Senge,  M.Peter. 1990.A Quinta Disciplina - Arte e Prática da Organização que Aprende. Editora Best Seller. 


Toffler, A. (1994). O choque do futuro (5a ed.). Rio de Janeiro: Record. 


Zabala, Antoni. (1998).A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed.






















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