TRABALHO: Educação Ambiental na Educação Formal
TRABALHO: Educação Ambiental na Educação Formal
Fernanda da Cruz Porto: BRFPMME1759105
Francisca Victor Sales: BRFPMME9260541
Katia Aparecida Rodrigues Da Costa Soares: BRFPMME4174696
código: FP084
Curso: FPMME:2021.
Data: 03/12/2021
TÍTULO DO PROJETO
PROJETO PEDALADA ECOLÓGICA
ÍNDICE
1 – Introdução ................................................................................................................3
2 – Tema ....................................................………………………………………….........4
3 – Objetivos.....................................................................…………………………….....4
4 – Justificativa……………………………………………………………………………...4
5 – Tempo/duração do projeto........................................................................................5
6 – Público alvo...............................................................................................................5
7 – Atividades desenvolvidas.........................................................................................5
8 – Avaliação .................................................................................................................8
9 – Futuras ações ..........................................................................................................8
10 – Conclusão .......................................................................................................…..10
11 – Bibliografia ............................................................................................................12
12 – Anexos ..................................................................................................................13
INTRODUÇÃO
Reigota (1994) conceitua educação ambiental como um tema que está inserido em todos os aspectos que educam o cidadão, seja no espaço social, cultural, político ou educacional. Portanto, é uma área que conscientiza o indivíduo aos problemas ambientais e suas possíveis soluções, e também é considerado essencial para o desenvolvimento sustentável de uma sociedade, já que tem como uma de suas principais finalidades encontrar formas alternativas de desenvolvimento que atenda às necessidades dos seres humanos.
Reigota (2009) também afirma que o processo pedagógico de educação ambiental como educação política enfatiza a necessidade de se dialogar sobre e como as mais diversas definições existentes, para que o próprio grupo (alunos e alunas e professores e professoras) possam construir juntos uma definição que seja a mais adequada para se abordar a problemática que se quer conhecer e, se possível resolver. Desta forma, se faz necessário um trabalho informativo dentro e fora da sala de aula a fim de que, o aluno possa colocar em prática tudo que foi aprendido.
Fernandes e Higuchi (2014) afirmam que a Educação Ambiental é uma forma de os jovens se constituírem protagonistas socioambientais. Assim, o referido projeto, intitulado Pedalada ecológica, vem com este propósito, de fazer com que os alunos, de forma interdisciplinar, coloquem em prática suas habilidades diante dos problemas ambientais que vivemos, já que a educação surge a partir da ação humana de transformar a natureza em cultura, onde os jovens conscientes de hoje, transformam o mundo em que viverão amanhã.
2. TEMA: Atividade de ensino em Educação Ambiental: Pedalada ecológica
3,OBJETIVOS
• Compreender a natureza como um todo dinâmico e o ser humano, em sociedade, como agente de transformações do mundo em que vive e a sua relação essencial com os componentes do meio ambiente;
• Perceber-se integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente, contribuindo ativamente para sua melhoria;
• Formular questões, diagnosticar e propor soluções para o desenvolvimento sustentável, de maneira criativa colocando em prática conceitos, procedimentos e atitudes desenvolvidos no aprendizado escolar de forma interdisciplinar;
• Valorizar o trabalho em grupo e ser capaz de agir crítica e cooperativamente para a construção coletiva de conhecimento;
4. JUSTIFICATIVA
De acordo com Currie (1998), a Educação Ambiental é um processo participativo, onde o educando assume o papel de elemento central do processo de ensino/aprendizagem pretendido, participando ativamente no diagnóstico dos problemas ambientais e busca de soluções, sendo preparado como agente transformador, através do desenvolvimento de habilidades e formação de atitudes, através de uma conduta ética, condizente ao exercício da cidadania. A Escola deve oferecer meios efetivos para que cada aluno compreenda os fenômenos naturais, as ações humanas e sua consequência para consigo, para sua própria espécie, para os outros seres vivos e o ambiente.
Andrade (2000), diz que os conteúdos ambientais permeando todas as disciplinas do currículo e contextualizados com a realidade da comunidade, ajuda o aluno a perceber a correlação dos fatos e a ter uma visão holística, ou seja, integral do mundo em que vive. Para isso a Educação Ambiental deve ser abordada de forma sistemática e transversal, assegurando a presença da dimensão ambiental de forma interdisciplinar nos currículos das diversas disciplinas e das atividades escolares. O autor afirma que ao programar um projeto de educação, estaremos facilitando aos alunos e à população uma compreensão fundamental dos problemas existentes, da presença humana no ambiente, da sua responsabilidade e do seu papel crítico como cidadãos de um país e de um planeta. Desenvolveremos assim, as competências e valores que conduzirão a repensar e avaliar de outra maneira as suas atitudes diárias e as consequências para o meio em que vivem.
5. TEMPO/DURAÇÃO DO PROJETO
As atividades do Projeto Pedalada Ecológica foram realizadas durante o segundo semestre de 2017, ou seja, seis meses (dois bimestres letivos).
6. PÚBLICO ALVO
O Projeto foi desenvolvido com todos os alunos e funcionários do Ensino Médio do Centro de Ensino SESI Gama do Distrito Federal (1ª, 2ª e 3ª séries).
7. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
7.1. Sensibilização prévia dos alunos sobre a importância do Projeto enfatizando temas que permeiam a Educação Ambiental nas diversas disciplinas. Os temas foram abordados dentro do Manual de Conteúdos Curriculares da Rede SESI do Distrito Federal.
7.2. Os professores ministraram aulas para os alunos durante um bimestre compreendendo as seguintes habilidades:
Biologia:
Compreender os conceitos relacionados com ecologia geral e dinâmica de populações;
Promover debates sobre preservação dos ecossistemas.
Geografia:
Ecossistemas e Biomas;
As inter-relações dos elementos que compõem os ecossistemas, como solo, água, luz solar, clima e relevo do cerrado.
Educação Física:
Promover o uso de meios de transportes alternativos para fins de diminuição da poluição atmosférica, como o uso da bicicleta.
História:
Compreender a evolução histórico-geográfica da destruição do meio ambiente, pesquisando algumas tragédias ambientais que aconteceram na região, refletindo as suas causas e consequências.
Português:
Proporcionar o hábito da leitura através de assuntos envolvendo o meio ambiente em várias fontes de pesquisa;
Compreender que o ato de ler não pode ser dissociado do questionamento e posicionamento diante das questões atuais como o meio ambiente, o que possibilita uma maior compreensão do mundo e do exercício de cidadania, expressando-se por meio da escrita.
Matemática:
Propor situações problemas a partir dos dados obtidos, que permitam a assimilação crítica do conteúdo, relacionando e analisando as respostas das soluções problemas fornecidas pelos alunos, visando soluções ambientais.
Arte :
Utilizar as linguagens das artes para expressar conhecimentos acadêmicos e científicos envolvendo o meio ambiente. É mais fácil ignorar estatísticas do que ignorar imagens e sensações. Quando a arte representa a relação perturbada da sociedade com a natureza, fica explícita a urgência de ação.
7.3. Saída de Campo/Pedagógica para a Cachoeira do Trampolim, localizada no Parque Ecológico e Vivencial Ponte Alta do Gama, no Distrito Federal. O Parque corresponde a uma área com 298,195 hectares de cerrado preservado, localizado na região da Ponte Alta Norte na cidade do Gama-DF. A reserva ecológica foi criada em 1996 pela Lei nº 1.202/96, segundo delimitação feita pelo Google Earth a área corresponde da área do Sul e Oeste do Gama, abrangendo as quadras 3, 8, 10, 14, 18, 24, e 30 do setor Oeste e quadras 6 e 12 do setor Sul seguindo até área próxima a DF-290 e do outro lado estando próximo ao cemitério.
Veja link: https://www.youtube.com/watch?v=6KCw8giyjJI
7.4. Os alunos fizeram o percurso da Escola SESI Gama, localizada no Setor Central, área especial, até a Cachoeira do Trampolim de bicicleta, percorrendo um trajeto de 8 quilômetros. Todo o percurso foi acompanhado pelos professores, em especial o Professor de Educação Física, que orientou os alunos a verificar: frequência e batimentos cardíacos, gasto calórico, aceleração do metabolismo e liberação da serotonina. Também acompanharam os alunos a Brigada Escolar, DETRAN e Polícia Militar. Incentivando assim, o uso de meios de transportes alternativos para diminuição da poluição atmosférica.
7.5. No local, foram ministradas aulas de campo sobre Ecologia e Educação Ambiental pelos professores, abordando os conteúdos referidos no tópico 7.1. como registrado em anexo.
7.6. Foram propostas as seguintes atividades de campo aos alunos:
Observação Sistemática: realizada em condições controladas para responder aos propósitos preestabelecidos em planejamento;
Observação Individual: todos os alunos realizaram a coleta de materiais como: água e solo, para análise posterior no laboratório da escola. Foram feitas pelos professores e alunos a análise de qualidade da água, tipos de solo e propriedades da matéria;
Observações em equipe: onde os alunos coletaram dados para serem discutidos em grupos, seguindo roteiro entregue previamente;
Registros dos dados coletados: o material coletado deverá apresentar de forma fidedigna o local amostrado, realizando uma seleção criteriosa dos pontos de amostragem e a escolha de técnicas adequadas.
7.7. Foi realizado também no local, um mutirão de limpeza, retirando todo o lixo encontrado, proveniente de visitantes que passam pelo lugar, já que é uma área de visitação ecológica.
7.8. Os alunos também fizeram o plantio de mudas de árvores típicas do cerrado ameaçadas de extinção.
7.9. Os estudantes tiveram alguns dias após a Saída de Campo para recolher todos os dados obtidos, analisá-los, discuti-los e preencher o relatório, que foi previamente entregue, anexando fotos e os registros que fizeram no local.
7.10. Em aulas posteriores, apresentaram em sala os seus resultados e propostas futuras para melhorar o ambiente em que estiveram/visitaram, assim como pequenas ações que os mesmos podem desenvolver em seu bairro para a conservação dos espaços ambientais.
7.11. Veja mais no link com as imagens do Projeto: Projeto Pedalada Ecológica.
8. AVALIAÇÃO
De acordo com o material impresso “A Educação Ambiental na Educação Formal”, a saída de campo é uma metodologia que auxilia na construção dos conhecimentos científicos relacionados ao meio ambiente, se tornando uma opção para ampliarem os conhecimentos dos alunos e a não ficarem restritos apenas a sequência de conteúdos dos currículos escolares, pois esta metodologia favorece a abrangência de diferentes temas.
A avaliação dos alunos no Projeto Pedalada Ecológica, foi feita da seguinte forma:
- Qualitativa: na observação dos alunos envolvidos em cada etapa do processo e se durante as aulas em sala e na saída de campo, conseguiram atingir os objetivos propostos em cada disciplina envolvida no projeto.
- Quantitativa: na realização de relatórios escritos e análise do material coletado em laboratório e na apresentação de fotos da saída de campo em anexo ao relatório final.
9. FUTURAS AÇÕES:
9.1. A partir da apresentação dos trabalhos, cada equipe propôs algumas sugestões, ações para melhorar ou conservar os espaços da sua comunidade. (Atividade 7.11). Ao final das apresentações, com todas as sugestões elencadas, e dando sequência ao projeto o grupo fará a hierarquização dos elementos levantados (problemas e potencialidades). Em seguida, fará um planejamento, organizando as próximas ações, juntando forças para sua concretização.
9.2. Criar uma mostra artística de trabalhos, reverenciando a beleza da natureza (mesmo que pareça sem maiores preocupações ideológicas) também é um processo que reforça a necessidade de ações de preservação do meio ambiente, utilizando materiais da natureza. A arte surge da necessidade de observar o meio que nos cerca, reconhecendo suas formas, luzes e cores, harmonia e desequilíbrio.
9.3. Criar um blog na internet, divulgando o projeto e postando reportagens, imagens e produções de textos sobre o assunto, com o objetivo de atingir o maior número de pessoas possível na rede mundial de comunicação.
9.4. Acompanhar o desenvolvimento das mudas de árvores típicas do cerrado que foram plantadas, garantindo o seu crescimento.
10. CONCLUSÃO
A relação entre esporte e meio ambiente é uma relação de mão dupla, no momento em que o esporte pode exercer uma influência positiva sobre o meio ambiente, desde que seja praticado de forma consciente, respeitando a natureza e, por outro lado, pode ocasionar alterações no mesmo ou até destruí-lo. E essas alterações ainda podem ameaçar a prática dos esportes que dependem desse ambiente.
A crescente preocupação com os problemas concernentes à preservação da natureza, tanto pela sociedade civil quanto pelo poder público, volta-se inevitavelmente ao esporte, em especial àqueles que dependem do meio natural para sua prática, como é o caso da bicicleta. Contudo a prática desse esporte não se restringe à natureza, ela se dá também no meio urbano, onde a bicicleta assume um importante papel no discurso da sustentabilidade, daí seu compromisso com a natureza e o meio ambiente.
Vivemos em um mundo marcado cada vez mais pela interdependência entre povos e nações. Tal processo se reflete nas diversas sociedades onde cada vez mais se faz necessário uma integração entre seus mais variados setores, a fim de buscar uma solução para a atual crise que é ao mesmo tempo conjuntural e civilizatória. Nesse sentido a bicicleta aparece como um importante aliado nessa busca, pois ela é considerada como um meio de transporte não-motorizado, tendo sua utilização voltada para os mais diversos fins no espaço urbano, se configurando numa peça fundamental na solução dos problemas de mobilidade urbana e de valiosa ajuda na redução de gases do efeito estufa.
A bicicleta é também instrumento da prática do ciclismo, um esporte que se faz presente tanto no meio urbano como no meio natural, proporcionando um contato direto com os problemas de mobilidade ao ser praticada nas cidades, bem como um contato com a natureza através de sua prática enquanto esporte-aventura/na natureza, podendo proporcionar a construção de novas subjetividades, novas singularidades capazes de reorientar novos valores, interesses e comportamentos incompatíveis com a sustentabilidade ambiental (LEIS, 1999).
Para Guattari (1990), o esclarecimento de tais questões depende da articulação das três ecologias (ecologia do meio ambiente, das relações sociais e da subjetividade), que são as relações do homem com o meio em que ele vive, com os outros homens e consigo mesmo. Assim o esporte, em especial o ciclismo, assume esse papel uma vez que ele pode nos proporcionar uma relação com o meio em que vivemos e também uma relação com as outras pessoas. Quando praticado solitariamente, o ciclismo pode propiciar um encontro conosco mesmo, com nossa subjetividade, nossos medos, crenças, fantasias, devaneios. Pode nos levar a uma reflexão de nossas atitudes e valores para com os seres humanos e não humanos que constituem essa supra unidade biótica e abiótica chamada Gaia (LOVELOCK, 1991).
É preciso debruçar na construção dessa nova subjetividade, indo no sentido de uma ressingularização individual e coletiva, no tangível e intangível. Mas o esporte em si não basta, depende de quem o pratica, desse ser que anda, corre, pedala, vê, admira, sente, chora.
11. BIBLIOGRAFIA
[1] Andrade, D. F. (2000). Implementação da Educação Ambiental em escolas: uma reflexão. In: Fundação Universidade Federal do Rio Grande. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, v. 4.out/nov/dez 2000: Rio Grande do Norte, Brasil.
[2] Currie, K. L. (1998). Meio ambiente, interdisciplinaridade na prática. Papirus: Campinas, Brasil.
[3] Dias, G. F. (1992). Educação Ambiental: princípios e práticas. Gaia: São Paulo, Brasil.
[4] Fernandes, F. O. P., Higuchi, M. I. G. (2014). Significados atribuídos pelos jovens à participação e mobilização grupal em atividades socioambientais. Manaus: INPA.
[5] Ferreira, N. T., COSTA, V. L. M. (Org.). (2003). Esporte, jogo e imaginário social. Rio de Janeiro: Shape.
[6] FUNIBER (2016). A Educação Ambiental na Educação Formal. In material impresso. Fundação Iberoamericana – FUNIBER. Santa Catarina, Brasil.
[7] Guattari, F. (1990). As três ecologias. Tradução Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas: Papirus.
[8] Leis, H. R. (1999). A Modernidade Insustentável: As críticas do ambientalismo à sociedade contemporânea. Petrópolis, Vozes e Florianópolis, UFSC.
[9] Lovelock, J. (1991). As eras de Gaia: a biografia da nossa Terra viva. Rio de Janeiro: Campus.
[10] Reigota, M. (1994). O que é educação ambiental. São Paulo, SP: Brasiliense.
[11] Reigota, M. (2009). O que é educação ambiental. 2. ed. Revista ampliada: São Paulo: Brasiliense.
12. ANEXOS (Registro do Projeto)
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