CONCIÊNCIA NEGRA: INTERCULTURALIDADE
INTERCULTURALIDADE
E EDUCAÇÃO.
Enfoques metodológicos:
Modelo
Baseado na Resolução de Problemas
KATIA APARECIDA RODRIGUES DA COSTA SOARES.
Índice
1 – Introdução ................................,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,........1
Descrição do problema……………………………………………………………….….……….1
Desenho de intervenção ……………………………………………………….……………… 3
Justificativa……………………………………………………………………..………………….4
2 - Enfoques metodológicos………………………………………………..………,,,,,,,,…….4
3 – Avaliação geral ………………………………………………………….…………………... 5
4 – Referências Bibliográficas……………………………………………….……………..…..5
5 – Anexos ………………………………………………………………...……………………....6
6 - Anexo 1:Diálogo sobre a problemática…………………………………………….……..8
7 - Anexo 2:Datas comemorativas pesquisadas via internet……………………….…….9
Introdução
Características multiculturais: descrição do fato veridico:
Ensino Fundamental I: 3º série crianças de 08 a 9 anos. Escola Pública. Números de estudantes: 28 crianças. Alunos:nordestinos e paulistas, bolivianos, haitianos. Crianças com necessidades especiais diversas. Sala heterogênea. Município: Carapicuíba-sp,(periferia), interior de São Paulo.
1- Momento antes e durante a organização. Festividade cultural para comemorar o dia da consciência negra. A equipe escolar trabalha em conjunto, todos unidos pelo mesmo propósito. Algumas crianças coreografando as danças afro,especificamente: ( capoeira e maracatu), outras recortando e colando fotos de alguns ilustres e mestres negros/negras. Particularmente: ( engenheiros, médicos, escritores e advogados). Contemporanios ou atuais, pessoas que se destacaram mesmo no momento da escravidão. Professores solicitando às mães que transassem os cabelos das crianças e das próprias educadoras, afinal a festa era afro. Vários educadores nordestinos prontificaram-se em contemplar a comunidade escolar/ local, com a culinária baiana, (acarajé/feijoada). Cujos pratos elaborados com muito carinho e dedicação. O centro educacional está completamente enfeitado e organizado para receber, as famílias, os alunos, a comunidade, e a equipe escolar.
2- Momento durante a festa, os pais caminharam pela escola para observar e contemplar os trabalhos expostos das crianças. Exposição: máscaras afro, confecção da boneca Abayomi e algumas figuras com o bombril grudado na cabeça. Reproduzindo socialmente o conhecimento de todos os anos. Teatro: Menina bonita com laço de fita, observação:( todo ano sempre o mesmo tema). O descontentamento da escolha da peça foi demonstrado pelas crianças no momento de atuar. A educadora chamava a atenção dos artistas mirim para atuarem perfeitamente. Afinal, tinha que sair aprimorado, os pais estavam observando e poderia fazer comentários inadequados. Os educandos apresentam com destrezas as danças, tudo coreografado e lindo. E os pais e comunidade geral, se organizavam , ( em fila/ fila única e quilométrica), para a tão esperada culinária afro-brasileira, a grande maioria sentavam-se nas mesas do refeitório outros aglomeravam -se ao redor dos espaços escolar. A festividade foi um sucesso, todos amaram, e foram embora deslumbrados com a organização, apresentação e a culinária. Observação: Não houve registros de alunos reclamando de bullying e racismo, neste dia. Apesar disso, na comemoração não havia elementos contemplando de fato, a diversidade cultural, política, identitária, religiosa, étnica e de gênero representando os atores envolvidos.
3- Três dias após a festa. Segunda - feira, depois da aula, ao chegar em casa, uma criança reclama com a mãe: - uma menina disse que o meu cabelo é feio e crespo,( cabelo trançado). Vamos chamar essa menina de A e a outra de B. Esta problemática de violência sinaliza para uma crise da função socializadora da escola e mostra sua dificuldade em criar possibilidades para que estes conflitos sejam acertados internamente no âmbito da convivência democrática (CARDOSO, 2013).Observação: o diálogo sobre a problemática encontra-se em anexo.
Desenho de intervenção
Os critérios para o desenvolvimento da interculturalidade.
O espaço escolar provoca a demanda de desenvolver a contextualização da pluriculturalidade desconstruindo a historicidade colonial, haja vista que, nenhuma cultura é melhor que outra. E dentro desta perspectiva, a diversidade tende ser valorizada, vista como algo a integrar e a respeitar. De acordo com a situação narrada, sobre a comemoração da consciência negra. Faltou a valorização dos atores que atuaram na luta contra o racismo e a favor da dignidade humana. A instituição escolar contemplou as artes, a culinária e o teatro, mas faltou a conscientização do multiculturalismo, o reconhecimento e o respeito pela diferença. Neste panorama heterogêneo optamos por executar um desenho de intervenção buscando assegurar o sucesso da Educação dentro da nossa realidade diversificada voltada para a pluriculturalidade, focado no Bullying, contudo, com abertura para outros temas que forem levantados. Como as múltiplas manifestações culturais, em suas variadas matrizes étnicas, religiosas, de gênero, regionais etc. (Barbalho, 2007)
Tema: Bullying
Tempo estimado:
Doze aulas – (aulas uma vez por semana com duração de 45min cada).
Material necessário para trabalhar as informações com os alunos:
Livros infantis, filmes, música, e pesquisa na internet.Justificativa
Devemos trabalhar desenvolvimento de atitude e respeito à diferença em todos os espaços comunitários principalmente na escola onde se encontra a multiculturalidade. Temos o privilégio de conviver com diversas culturas, constituindo a subjetividade humana. Tais como, os imigrantes nordestinos, os haitianos, os bolivianos, pessoas com necessidades especiais, gêneros, religião e política. E neste contexto ocorre a diversidade dentro da diversidade. Isto é, dentro de uma só cultura as suas especificidades e subjetividades. Portanto, é imprescindível trazermos a escuta e o diálogo para dentro da escola. Evitando que os estudantes apenas julguem as outras pessoas a partir de suas características étnicas, históricas, sociais e passem a valorizar e respeitar todas as culturas. Desestruturando a prática colonizadora, em que uma cultura tem poder sobre a outra, desconstruindo da mesma forma conceitos equivocados. Reflexionando, além de um espaço de aprendizagem formal, a instituição de ensino é um local privilegiado para socialização e construção de identidades que potencializam o desenvolvimento da autonomia para a busca de emancipação (Abramovay, 2009).
Objetivos Específicos;
Esperamos que ao final dessas atividades as crianças possam:
Valorizar e respeitar o diferente; autoestima.
Obter coragem para relatar e dialogar sobre o bullying sofrido.
Entender que quem pratica o bullying também é oprimido.
Conteúdos
Leitura do livro “ As tranças de Bintou” , livro “Amoras”, livro , "Ninguém é igual a ninguém",livro "Bullying na escola”;
Escuta e diálogo;
Músicas: Meus olhos coloridos e Rato meu querido rato.
Filmes: Extraordinário, Procurando Nemo;
Indicadores para fazer antecipações e inferências em relação ao conteúdo abordado no livro;
Socialização das experiências para quem quiser dialogar.
Enfoques metodológicos: Modelo Baseado na Resolução de Problemas
Dentro dos temas transversais: As estratégias de aprendizagem podem ser concebidas de modo a corresponderem com os objetivos e conteúdos. Compete ao professor direcionar e acionar o pensamento crítico do educando. Nesta perspectiva de reflexão, optamos por trabalhar focado no resultado das experiências vividas pelos estudantes utilizando o currículo centrado nas competências. Direcionado naquilo que precisa acontecer com o aluno no final do processo. Neste sentido utilizaremos a interculturalidade como ferramenta pedagógica e estratégia de ensino e aprendizagem.
1º momento: Em uma roda de conversa apresentaremos o plano de aula, e seus respectivos objetivos. Levantaremos os conhecimentos prévios sobre o assunto, em seguida a leitura “As tranças de Bintou”, contextualização/interação.
2º momento: Música; Meus olhos coloridos e Rato meu querido rato. Diálogo e escuta, reflexões sobre o tema abordado nas canções.
3º momento: Filme; Procurando Nemo. Observação: necessitamos de duas aulas.
4º momento:Continuação do filme.
5º momento; contextualização do filme, bullyng, escuta/diálogo e reflexões.
6º momento; Leitura do livro "Bullying na escola”, debate/roda de conversa. Compreender que devemos respeitar, e que tolerar o diferente é uma forma de dominação. Compreender que geralmente quem comete bullying na verdade é uma pessoa relativamente oprimida. E o oprimido transforma-se em opressor, para suavizar as próprias angústias.
7ºmomento/8ºmomento/9ºmomento: Filmes: Extraordinário. Observamos três aulas ao final da nona aula debate; escuta/diálogo. Obter força e coragem para denunciar qualquer forma de bullying, não é para ter vergonha ou medo. Vergonha é o agressor que deverá sentir, ele é o criminoso.
10º momento: Leitura do livro “Amora” articulada com a leitura do livro “ Ninguém é igual a ninguém''. O último livro foi lido em casa com as famílias.
11ºabertura e finalização: para os grupos discutirem sobre suas descobertas e aprendizagens e a resolução do problema sobre uma aluna que sofreu bullying após a festa da consciência negra. Uns do propósito do trabalho é integrar a todos para que ninguém sinta-se excluído. Zelamos para que todos desenvolvam a autonomia, autoestima e potencialize a socialização.
12º avaliação: situação problema.
Avaliação geral
A atividade tem como objetivo a reiterpretação das medidas históricas e sociais para o reconhecimento das diferenças como sendo positivo. Respeitando os grupos étnicos, culturais, religiosos e gêneros, Esperamos que ao final desta intervenção os alunos compreendam a diferença entre respeitar e tolerar, ou melhor, qual foi o efeito na vida do educando após receber essa gama de informações relacionada ao bullying. Queremos saber se ele saberá resolver o próximo problema de bullying.
Portanto, nossa avaliação será processual. Oferecemos uma proposta de resolução de problemas sobre o tema em questão. A resolução será em grupo em forma de debate.
Conclusão
Nosso desenho de intervenção teve o foco centrado no alunado, elaborado por questões problematizadoras; questões históricas e diversificadas, de dominação de cultura, etnia, características e religião sobre a outra. Isso implica, novas relações com o saber: saber respeitar, saber aprender a conviver com o que achamos diferente e saber obter responsabilidade de nos ordenar afetivamente. Portanto, é nossa responsabilidade como comunidade escolar, oferecer a maturidade para que os educandos aprendam a refletir diante das problemáticas enfrentadas no cotidiano escolar e na vida fora dela. Prezamos pelo debate intelectual, o conhecimento tem que disseminar o mundo perpetuando para existir troca de conhecimentos e saberes.
Referências Bibliográficas (seguir normas APA).
https://www.bing.com/search?q=dia+20+de+novembro&cvid=a3fd4412679548b8896c85b8b2a3bc05&aqs=edge.0.0l9.7314j0j1&pglt=2083&FORM=ANNTA1&PC=SMTS : acessado em 15/10/2021.
https://pt.wikipedia.org › wiki › Antônio_Pereira_Rebo.. acessado em 15/10/2021.
19 de Abril — Dia do Índio - Brasil Escola (uol.com.br): Acessado em 18/102021.
Tranças Nagô - Um símbolo de resistência (cabeloafro.com.br): Acessado em 18/10/2021.
ABRAMOVAY, M; RUA, M.G. Violência nas escolas. Brasília: UNESCO, UCB, 2002. (Org) Cotidiano das escolas: entre Violências. Brasília: UNESCO; Observatório de Violências nas escolas; MEC, SEEDF, 2.ed. 496p. Brasília, 2009,
Presidência da República, Casa Civil. Constituição da República Federativa do Brasil. 45p. Brasília, 1988.
Ministério da Educação, Secretaria de Educação Fundamental. Ética e cidadania no convívio escolar: uma proposta de trabalho. 50p. Brasília. 2001.
Barbalho, A. Políticas culturais no Brasil: identidade e diversidade sem diferença. In: Rubim, A. A. C.; Barbalho, A. (Org.). Políticas culturais no Brasil. Salvador: Edufba, 2007
CARDOSO, J.C; GOMES, C. A.; SANTANA, E. U. Escola e polícia em três países: vinho novo em odres velhos ou a crise das instituições. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, v. 21, n. 81, p. 685-710, 2013.
Anexos 1
Diálogo sobre a problemática
A mãe - você relatou o caso com a professora e coordenadora? menina A - sim, eu relatei. Elas fizeram a menina B me pedir desculpas.
A mãe - como você está se sentindo ?
menina A - péssima, no dia da festa meu cabelo estava lindo agora é feio? A cultura colonialista liberou somente o dia 20 para sermos nós mesmos? É isso?
Mãe - dirigiu-se à escola para conversar com os pais da menina B, e a equipe escolar.
Mãe - ficou espantada ao ver a menina B negra de cabelo crespo, com as mesmas características da filha. Logo ,entendeu que aquela criança também sofria bullying. O oprimido transformou-se em opressor. Uma maneira de amenizar o próprio sofrimento. Mãe - perguntou para a equipe escolar o que vocês acharam da festa?
Equipe - foi um sucesso
Mãe - O que vocês aprenderam com toda aquela comemoração? silêncio. O objetivo foi alcançado? equipe - sim foi.
Mãe: quais? pois as crianças continuam sofrendo racismo e bullying aqui, três dias após a comemoração. Essa aprendizagem foi artificial, essa situação é a prova. Cadê as propostas políticas e pedagógicas de transformações da realidade ?
Mãe - As crianças ficaram desprovidas de aula de arte e educação física. Inutilmente. Ninguém gostou de apresentar mais uma vez “ Menina bonita do laço de fita”.
Mãe - por que no dia 20 de novembro se comemora o dia da consciência negra? E no dia 19 de abril o dia do índio? ninguém soube responder.
Mãe - quem são os Rebouças? Qual é a simbologia das tranças? silêncio.
Mãe- vou dizer o que faltou , faltou o respeito a nossa cultura, vocês ofereceram um dia para ser nós mesmos, mas agora a cultura poderosa e verdadeira de vocês vai voltar a imperar. Eu sinto que os senhores nos concebeu a liberdade de comemorar o nosso dia. Passado o dia voltaremos ao momento da história colonial imperialista. A comemoração ficou desprovida de consciência/contextualização. Nem os gestores têm consciência das datas e os motivos delas. Ninguém ensina o que não sabe.
Diretora - não somos racista. - Mãe - por que tem um desenho de uma negra obesa na cozinha? E na secretaria uma mulher branca e magra? Qual é a mensagem dessas figuras? Silêncio. Mãe - para deixar claro, não somos afrodescendentes, somos brasileiros/seres humanos providos de conhecimento, cultura e diversidades como quaisquer outros povos. Nenhuma cultura é ou será superior a outra, queremos respeito, e valorização de todas as culturas. Temos o privilégio de contar com a pluriculturalidade na escola onde, estuda boliviano, haitiano e imigrantes nordestinos, crianças com necessidades especiais, crianças LGBT,nunca fizemos nada culturalmente para acolher e integrar essas crianças. Elas precisam se sentir em casa, e realmente elas estão em casa. Mas, infelizmente algumas crianças não se sentem acolhidas, o que é uma pena. Devemos agregar valores culturais da comunidade inserida na escola. Para promover de fato a interculturalidade.
Menina B - eu me sinto horrível, quando alguém me chama de cabelo de bombril, eu não gosto. Não gostei da figura com cabelo de bombril.
Mãe - eu também não gostei dessa figura e fui muito chamada de cabelo de bombril. Afinal qual foi o objetivo dessa figura com o cabelo de bombril? A gestora mandou chamar a professora autora das figuras.
Professora - coloquei o bombril para ficar mais bonito. Mãe - objetivo? profª - para representar um cabelo. Mãe - nem você sabe o objetivo.
Os pais da menina B permaneceram em silêncio do começo ao fim.
Depois de quase uma tarde de diálogo, a equipe gestora prometeu contextualizar a pluriculturalidade no cotidiano escolar, com o auxílio dos pais e comunidade a pedido da Mãe da menina A.
Anexo 2
Datas comemorativas pesquisadas via internet
Consciência negra
O Dia da Consciência Negra é comemorado na data da morte de Zumbi dos Palmares, em 20/11. Não temos relatos do seu nascimento.
Rebouças
Antônio Pereira Rebouças Filho, foi um engenheiro militar brasileiro, responsável pela construção da Estrada de Ferro de Campinas em Limeira e Rio Claro, da Estrada de Ferro Curitiba Paranaguá e da rodovia Antonina-Curitiba, conhecida como estrada da Graciosa.
19 de abril
O 19 de abril remete ao dia em que delegados indígenas, representantes de várias etnias de países como o Chile e o México, reuniram-se, em 1940, no Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Essa reunião tinha o propósito de discutir várias pautas a respeito da situação dos povos indígenas após séculos de colonização e da construção dos Estados Nacionais nas Américas.O Primeiro Congresso Indigenista Interamericano serviu como agenda programática para essas políticas públicas. Uma das decisões tomadas foi a escolha do dia em que ocorreu o congresso como o Dia do Índio. A partir do ano seguinte, vários países do continente americano passaram a incluir em seus calendários o 19 de abril como dia de homenagem aos povos nativos ou indígenas.
Qual é a simbologia das tranças?
Aqui no Brasil e na america latina no geral, essas tranças chegaram no período da escravidão, foram usadas entre a comunidade negra como uma forma de comunicação. As mulheres conseguiam trançar seus cabelos fazendo mapas que mostram rotas de fugas para os quilombos. A simbologia das tranças é de resistência e força.
Livros pesquisados para o desenho de intervenção:
Amoras - (2018),autor: Emicida, editora: Companhia das Letrinhas.
SYLVIANE A. Diouf. As tranças de Bintou. Editora: Cosac e Naify.
Obs. Não há mais informações sobre este livro.
"Bullying na escola; autor: (2011), Editora: Blu
Ninguém É Igual a Ninguém ;( 2020), autora:Regina Otero. ed: Brasil
Música: Sandra de Sá e Palavras cantadas.
Filme:Extraordinário, direção:Stephen Chbosky, ano de produção 2017.
Procurando Nemo, direção:Andrew Stanton ,ano de produção 2003.
Fontes acessada pela internet: em 22/010/2021.
OLÁ PESSOAS! CONTO COM O AUXÍLIO DE VOCÊS PARA A EVOLUÇÃO DESSE BLOGGER.
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